Olá!
O que observo na prática da constelação, e isso é central, é: não é possível excluir alguém sem excluir algo de si.
O amor cego exclui, o amor que vê inclui sem se perder.
Reconhecer-se como filho é admitir que a vida veio de “fora”, que somos receptores de algo que não criamos.
TODOS que passaram por essa terra são filhos.
Essa é a única experiência verdadeiramente universal da humanidade.
Antes de sermos profissionais, parceiros ou mesmo pais, somos sucessores.
Muitas vezes, a psicologia popular foca apenas na “criança ferida”, o que pode acabar gerando um ciclo infinito de análise da dor.
Ao trazer o conceito da Criança Inteira, essa que habita o “ponto zero”, a intervenção sistêmica resgata a essência do que Bert Hellinger chamava de “Amor que vê”.
Quando a cultura “endeusa” ou “demoniza” pais e mães, ela retira deles a humanidade e os transforma em entidades das quais esperamos perfeição.
Ao fazer isso, esquecemos que eles também são filhos, carregando as faltas de quem veio antes.
Minha mãe me carregou dentro dela por 9 meses, por volta dos 30 descobri que desejava carregá-la comigo vida à fora, sem aceitar que ela era alguém além de minha mãe.
E você, com se sente em relação a seus pais?
Leia mais: O ponto sistêmico decisivohttps://institutorosadaterra.com.br/constelacao-familiar-como-funciona/: O ponto sistêmico decisivoUm abraço,
Rosana Jotta