Olá!
No romance de Umberto Eco existe um conflito central dentro do mosteiro:
um livro proibido de Aristóteles sobre a comédia.
A ideia defendida por alguns monges é simples, e perigosa:
se as pessoas rirem, deixam de temer.
E quando deixam de temer, o poder perde parte de sua força.
Por isso o riso precisa ser controlado.
Eco mostra algo profundamente humano e também profundamente sistêmico:
o riso tem a capacidade de desorganizar estruturas rígidas de poder.
Rir cria distância.
Afrouxa o medo.
Permite olhar para as coisas de outro ângulo.
Talvez por isso o humor sempre tenha sido tão ambíguo na história:
às vezes visto como leveza…
às vezes como ameaça.
Nesta semana conversamos sobre conflitos e relações difíceis, e como muitos deles se sustentam justamente em ambientes onde o medo, a rigidez ou a necessidade de controle se tornam dominantes.
O olhar sistêmico pode abrir outras possibilidades.
Leia o artigo completo aqui:
Um abraço,
Rosana Jotta