Como dizer não sem magoar?

Olá!

Dizer “não” pode parecer uma das coisas mais simples da vida.
Mas, na prática, é onde muita gente se perde.

Quantas vezes você já disse “sim” querendo dizer “não”?

E depois ficou com a sensação de: ter se sobrecarregado; ter cedido além do que podia; pior… de ter se abandonado um pouco.

Nem sempre o vitimismo começa na dor.
Às vezes, começa exatamente aqui: na dificuldade de sustentar um limite.

Quando não conseguimos dizer “não”, algo dentro de nós cede.
Aceitamos o que não queremos.
Assumimos o que não é nosso.
E, sem perceber, vamos deslocando o centro da nossa própria vida.

No início, isso parece cuidado.
Empatia.
Generosidade.

Mas, com o tempo, cobra um preço silencioso.

Dizer “não” não é agressão.
Também não precisa de longas justificativas.

É, muitas vezes, apenas um gesto de organização interna.

Um “não” simples pode ser: o fim de um excesso; o início de um limite saudável; e um retorno ao seu próprio eixo.

Sim, pode haver desconforto.
Pode haver quem não goste.

Mas dizer “sim” para tudo também tem um custo; e ele costuma ser pago por você.

Aprender a dizer “não” é, na verdade, aprender a se incluir na própria vida.

Sem culpa.
Sem dureza.
Sem explicações que tentam comprar aprovação.

Só um “não” que devolve cada um ao seu lugar.

E, com isso, devolve a você o seu tempo, sua energia… e sua direção.

Como naquela orientação dos aviões:
primeiro coloque a máscara em você.
Depois, se for possível, ajude o outro.

Um abraço,
Rosana Jotta

Ontem escrevi um artigo sobre vítimas, se desejar ler o link está aqui:

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